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Sentada nas margens, ou debruçada sobre o Rio Tua,
Um tesouro de recordações, que constante vai correndo...
Oh Mirandela! Fecho os olhos e clara te estou vendo,
Ao Sol radiante, mais terna e fresca à luz da Lua!

Soberba a Ponte dos arcos, passando sobre a corrente!
Palácio dos Távoras, do Tempo portentoso relicário!
Mirandela, majestade, Princesa da Terra Quente,
Que a Senhora do Amparo abençoa em magnífico Santuário!

Espaços floridos e ajardinados! Nobre Gente e Cidade!
Comboio a vapor que por ali passou deixou Saudade,
E marcou o Tempo, subindo penosamente o rio...

Com Almas que sangraram, carpindo talvez mágoas!
Olhos que chorando, do Rio Tua engrossando as águas,
Com lágrimas, de saudade imensa, correndo a fio!

José Agostinho Fins

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