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“O Gebo e a Sombra” de Manoel de Oliveira nos cinemas

“O Gebo e a Sombra”. Assim se chama o filme de Manoel de Oliveira, o realizador de 103 anos, estreou hoje, em sete salas de cinema em Lisboa, Porto e Coimbra, prosseguindo depois num circuito alternativo.

Na próxima semana a longa-metragem inicia um percurso de exibição em cineclubes, num circuito alternativo no qual a produtora quer investir para chegar a mais espetadores, referiu o produtor.

Este filme já teve estreia em França e trata-se de uma adaptação cinematográfica de Manoel de Oliveira de uma peça de teatro de Raul Brandão, de 1923.

Em Abril, Manoel de Oliveira disse à agência Lusa que o texto de Raul Brandão é "uma história muito difícil de fazer", uma peça que "fala da pobreza e da honra, de um ser que é pobre e é honrado", dramas da vida de pessoas simples que ganham uma nova interpretação à luz da actualidade.

A longa-metragem tem interpretação de Claudia Cardinale, Michel Piccoli, Luís Miguel Cintra e Michael Lonsdale. Já foi exibido em antestreia no festival de cinema de Veneza, em Itália, e em Guimarães, no âmbito da Capital Europeia da Cultura.

No filme a actriz italiana Claudia Cardinale dá vida a Doroteia, uma mulher que a actriz descreveu à agência Lusa com a palavra "tristeza".

"A minha Doroteia é uma mulher muito triste, que está sempre a pensar no filho que há muito não vê. E o marido, Gebo, esconde-lhe a verdade sobre esse filho ausente", afirmou à Lusa.

Manoel de Oliveira, que em Dezembro faz 104 anos, terá duas obras presentes no Festival de Cinema de Roma, previsto para Novembro: a curta-metragem 'O conquistador conquistado', no projecto colectivo 'Centro Histórico', encomendando por Guimarães, Capital Europeia da Cultura, e o filme colectivo 'Mundo Invisível', ao lado de nomes como Wim Wenders, Theo Angelopoulos e Atom Egoyan.

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