Por fim o caminho desce, passando a Pedreneira, e avista-se lá em baixo a branca Nazaré e o mar apertado num vasto semicírculo de montes verdes, que mergulham no azul os alicerces. Ao norte o panorama acaba de repente num paredão temeroso, que entra direito pelas águas e entaipa o céu. É um morro avermelhado e riscado, com vegetação pegajosa de urzes e de cardos e um penedo destacado na ponta – o bico do Guilhim. Lá em cima as paredes brancas duma aldeia árabe entre sebes de cactos hostis – o sítio…
Desço à praia – ao fio de areia enconchado, cheio de mulheres que carregam peixe ou que o despejam ainda vivo nas grandes xalavaras, por entre barcos agrupados… Até lá ao fundo pelo areal todo o dia e toda a noite se arrastam artes.
Raul Brandão, Os Pescadores
O concelho da Nazaré fica resguardado pelo promontório do Sítio, a 110 metros de altitude, e pelos montes da Pederneira.
A Nazaré apresenta como actividade central a pesca, tendo um importante porto. Existem, também, fábricas de gelo, sebos, conservas de peixe e reparação de embarcações. No restante concelho, a população dedica-se à agricultura.
É um lugar único que atrai cada vez mais turistas devido às suas magníficas paisagens, à sua grande riqueza histórica e às suas praias fabulosas.
A Nazaré é uma das mais típicas praias de Portugal, rica em monumentos, artesanato e gastronomia. O seu encanto está na pronúncia muito própria dos seus habitantes, na antiga arte de pescar, no traje do pescador e nas mulheres nazarenas que apresentam o seu traje tradicional, as sete saias coloridas que, segundo a lenda, estaria relacionado com os sete dias da semana e com as cores do arco-íris.
Deste modo, a Nazaré é o concelho ideal para passar dias magníficos, ao sabor do peixe fresco, no sossego dourado da praia, na emoção da pesca desportiva e no panorama singular que se avista do promontório do Sítio.
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