
Na notícia da UA lê-se que "Apesar do sobrecusto associado a esta construção aproximadamente 10 a 12 por cento acima de uma outra casa semelhante com base no sistema construtivo Modiko, está calculado um retorno do investimento daqui a oito a dez anos, segundo estudos dos investigadores da UA. Este 'payback' seria mais rápido se o protótipo fosse construído, por exemplo, em Bragança em vez de Aveiro. Nessa região, de amplitudes térmicas superiores às da região Aveiro, seriam necessários apenas seis anos para o retorno do investimento".
Executada ao abrigo do projeto “Modiko Passive House”, envolvendo a UA, a Modiko e a Metalusa, com apoio do sétimo Quadro de Referência Nacional (QREN), este protótipo alia as técnicas de construção bioclimáticas e passivas, ou seja, bom isolamento, uso de energia solar passiva através dos vãos envidraçados, entre outros parâmetros, e um sistema ativo de ventilação (de muito baixo consumo) com recuperação altamente eficiente de calor do ar utilizado no interior. Este, ao ser extraído, permite o pré-aquecimento passivo do ar fresco que é insuflado. A casa passiva Modiko® construída em Oliveirinha, Aveiro, é o primeiro edifício construído em aço que cumpre os requisitos impostos pelo Standard Passive House.
O projeto - escreve a UA - teve acompanhamento técnico de uma equipa do Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Aveiro, nomeadamente, Romeu Vicente, Fernanda Rodrigues, Ana Alves e Rui Oliveira, que colaborou com as equipas de ID&I da Modiko® e Metalusa® na otimização do protótipo experimental e da construção da “Casa Passiva Modiko”. As soluções construtivas Modiko optam por soluções construtivas mais leves, rápida execução e económicas.
Primeiros ensaios mostram que casa cumpre standard
Os ensaios preliminares realizados pela equipa da UA mostraram que o protótipo cumpre os critérios de conforto interno e de consumos do standard Passive House, garante o investigador e professor Romeu Vicente ao jornal da Universidade. Ao nível da qualidade do ar interior e de emissão de dióxido de carbono cumpre-se também, acrescenta, o limite de 600 ppm que corresponde às normas europeias. Quanto à temperatura no interior não excede os 25ºC, nem desce abaixo dos 20ºC, e a humidade não chega a valores que propícios ao desenvolvimento de condensações e bolores. Há uma tolerância no sobreaquecimento em que não deve ultrapassar 25ºC em 10 por cento do período de Verão, afirma ainda o investigador.
A monitorização continuará ao longo de um ano para verificar o cumprimento dos critérios com a casa a ser usada por uma família de quatro membros.
A grande meta da Modiko, segundo texto publicado na sua página web, é consolidar o conceito “Modiko Passive House”, para que os projetos cumpram com os requisitos definidos pelo “Standard Passive House” e, por consequência, cumpram igualmente com o que são os requisitos inerentes à Energy Performance Building Directive (EPBD, 2010) e à regulamentação nacional de conforto térmico e eficiência energética de edifícios.
A cerimónia oficial de apresentação dos resultados do projeto “Modiko Passive House” decorreu a 16 de julho, em Oliveirinha, e contou com a presença dos presidentes das câmaras municipais de Aveiro e Albergaria-a-Velha, IAPMEI - Agência para a Competitividade e Inovação, I.P, Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), entidades bancárias, gabinetes de Arquitetura e Engenharia, comunidade científica e público em geral.