Jovem, fresco e leve. O vinho verde está em harmonia com Famalicão

Se há uma nova atitude na Região Demarcada dos Vinhos Verdes que investe na qualidade e diversidade dos vinhos e na valorização das castas, Vila Nova de Famalicão, concelho que a ela pertence, bem pode dizer que muito tem contribuído para essa nova forma de estar que aposta em acrescentar valor aos vinhos verdes.
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Se há uma nova atitude na Região Demarcada dos Vinhos Verdes que investe na qualidade e diversidade dos vinhos e na valorização das castas, Vila Nova de Famalicão, concelho que a ela pertence, bem pode dizer que muito tem contribuído para essa nova forma de estar que aposta em acrescentar valor aos vinhos verdes.

"São vinhos magníficos e com enorme potencial para serem apreciados no mundo inteiro”. Assim os classificou Paulo Cunha, Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, quando hoje visitou a adega dos Vinhos Castro – com capacidade instalada de armazenamento para 800 mil litros e equipada com os mais modernos equipamentos enológicos –, em Cavalões, o maior produtor de vinho verde do concelho e um dos maiores a nível nacional, no âmbito do roteiro Famalicão Made IN.

Palavras em evidente contexto de simpatia, mas que não deixam de expressar o entusiasmo com que o autarca hoje olha para a qualidade e diversidade dos vinhos verdes que são produzidos no território famalicense.

É por tudo isto que se pode dizer que para trás ficou o cliché dos vinhos baratos doces e gaseificados. Esse, definitivamente, já não é o ‘novo’ vinho verde. O que o concelho – e os Vinhos Castro, em particular – tem hoje para oferecer são vinhos jovens, frescos e leves, que evidenciam a variedade e qualidade das castas autóctones e que espelham a diversidade e riqueza do território no sector dos vinhos.

Nesta empresa vinícola, que resulta da paixão da família Marinho em criar vinhos com diferenciação no mercado, quantidade é sinónimo de qualidade. Em 2016 atingiu uma produção recorde de 900 toneladas de uvas, traduzida em cerca de 600 mil litros de produção própria de vinho, mas prevê chegar às 1200 toneladas num futuro próximo. Expectativa a que não é alheio um incremento das vendas para novos mercados internacionais. "A exportação consome hoje 20% da produção, mas o nosso objetivo é que represente 80%”, disse Filipe Marinho, administrador.

Os vinhos Castro – espumante, rosado, alvarinho, tinto, branco ou palhete – são produzidos em largas centenas de hectares de quintas localizadas nas freguesias de Cavalões, Requião e Vermoim. A série “7 Tentações” é a que mais orgulha Filipe Marinho. Citrino, frutado, discreto e elegante. São alguns dos qualitativos que constam no rótulo.

Filipe Marinho fala numa “luta permanente pela qualidade”. “Numa hora pode perder-se a produção de um ano”, observou, apontando ainda outros desafios subsequentes à procura da qualidade, para além da internacionalização: a distribuição e a produção de subprodutos, como aguardentes e licores.

No final da visita, Paulo Cunha foi eloquente quanto ao futuro que antecipou auspicioso para os Vinhos Castro: “Acredito que os próximos anos serão ainda melhores não só na qualidade como na quantidade, o que representa uma excelente notícia para as exportações famalicenses”.

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