
O projeto que será concretizado nos próximos nove anos foi lançado na passada sexta-feira, pelo presidente da Câmara Municipal, Paulo Cunha, com a criação do Berçário Municipal, onde foram plantadas as primeiras 1.400 árvores, com a ajuda de crianças e de várias associações e instituições do concelho. A ação contou ainda com a presença de representantes do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas e da Quercus, entre outros convidados.
"É muito importante envolver toda a comunidade neste projeto, principalmente as novas gerações, sensibilizando-as para a preservação da natureza e do meio ambiente”, salientou Paulo Cunha, referindo que “rearborizar significa devolver vida, proteger a natureza, criar condições de futuro para a comunidade”. E se hoje temos espaços arborizados foi porque "alguém há muitos anos teve precisamente o gesto de plantar árvores, como hoje estamos a fazer”, sublinhou.
De resto, Paulo Cunha foi dos primeiros a contribuir para o Berçário com a plantação de um Carvalho português (Quercus faginea). Por sua vez, as crianças do Centro Social de Bairro ofereceram 50 árvores de várias espécies autóctones. Estas primeiras árvores e sementes irão agora crescer até à altura de estarem prontas para a reflorestação.
Além da reabilitação e promoção da floresta autóctone, este projeto visa também a educação ambiental, através de ações de sementeira e plantação e manutenção dos espaços arborizados, levando a uma cultura de responsabilidade ambiental. Paulo Cunha destacou ainda a importância deste projeto na "minimização os efeitos nefastos dos incêndios”.
Para isso, serão plantadas uma média de três mil árvores por ano, sendo que o plano de ação está estruturado em torno de dois grandes eventos anuais, o Dia Mundial da Floresta, que se assinala a 21 de março e o Dia da Floresta Autóctone, 23 de novembro.
Refira-se que as árvores autóctones são uma aposta deste projeto, nomeadamente carvalhos, medronheiros, castanheiros, loureiros, azinheiras e sobreiros entre outros. Para além da forte ligação à história da região, estas espécies estão mais adaptadas às condições do solo e do clima do território, por isso, são mais resistentes a pragas, doenças ou longos períodos de seca ou chuva intensa. Embora de crescimento mais lento, são também mais resistentes aos incêndios florestais, constituindo o refúgio e abrigo de muitas espécies de animais, levando a um aumento exponencial da biodiversidade.
Isso mesmo sublinhou Pedro Sousa, representante da Quercus, que aproveitou a oportunidade para enaltecer este projeto da autarquia famalicense "na promoção das espécies autóctones numa região tão fustigada pela plantação do eucalipto”, realçou.
O projeto “25 000 árvores para 2025” inseriu-se na Semana do Crescimento Sustentável, que decorreu no âmbito do programa Famalicão Visão’25 – Marcas do Futuro.