
O trabalho de Vítor de Sousa analisou o conceito de ‘portugalidade’ forjado nos anos 1950 e 1960, no período do Estado Novo, dissociando-o da ideia de lusofonia e no modo como aquele conceito tem repercussão nas políticas de globalização atuais. O estudo foi orientado por Moisés de Lemos Martins, diretor do CECS e professor catedrático do Departamento de Ciências da Comunicação da UMinho.
"É um prémio importante para mim, porque tem um espectro internacional (América Latina e Portugal) e porque reitera o trabalho que desenvolvi ao longo de vários anos sobre a 'portugalidade', numa verdadeira obsessão. É um tema polémico, assente na desconstrução dos essencialismos que estiveram na base da criação da palavra, já que mexe com a problemática da identidade”, justifica Vítor de Sousa. O autor sublinha ainda que o galardão "é um incentivo para a área das Ciências Sociais e Humanas, evidenciando a necessidade de promover o espírito crítico e a desconstrução, numa altura em que a sociedade privilegia os consensos".
Vítor de Sousa nasceu em 1967 no Porto e viveu em Penafiel, residindo atualmente em Braga. Fez a licenciatura, o mestrado e o doutoramento em Ciências da Comunicação na UMinho. Foi jornalista (1986-97), assessor de imprensa (1997-2005) e é gestor de ciência e tecnologia no CECS, no qual integra também o grupo de investigação de Estudos Culturais.