GoParity: plataforma nasceu para investir em projetos de energia sustentável

Tem cinco anos de vida mas já ajudou a implementar vários projetos de energia sustentável. Fala-se da GoParity, uma plataforma criada por Nuno Brito Jorge, cujo principal driver traduz-se na contribuição para a sustentabilidade das comunidades e do planeta, trazendo retorno para quem investe. Em entrevista ao VerPortugal, o empreendedor recentemente distinguido numa conferência das Nações Unidas, conta como nasceu o projeto, como se tem desenvolvido e quais os planos para o futuro.
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Como nasceu o GoParity? Com que objetivo? Quem são os mentores?

A ideia da GoParity surge em 2012 com o objetivo de democratizar a oportunidade de investimento em projetos com impacto e boa rentabilidade, começando pela energia solar. O nosso principal driver traduz-se na contribuição para a sustentabilidade das comunidades e do planeta, trazendo retorno para quem investe. Desde então houve todo um caminho que apenas no início de 2017 levou à criação formal da GoParity, depois de algumas outras empresas e iniciativas criadas pelo meio. A GoParity tem como principal objetivo dar aos cidadãos acesso a investimentos rentáveis e que criam valor real, envolvendo-os na transição para uma sociedade mais sustentável. Queremos igualmente dar às pequenas e médias organizações acesso a financiamento alinhado com as suas necessidades para os seus projetos na área da sustentabilidade. Atualmente, a GoParity tem cinco acionistas com atividade profissional em diferentes áreas que têm em comum o facto de se reverem neste modelo de negócio.

Qual a principal atividade da empresa? Há muitos concorrentes em Portugal?

A nossa atividade é resumidamente fazer o ponto de encontro entre projetos que procuram financiamento e investidores, que procuram boas oportunidades de investimento que também tornam o planeta mais sustentável. Há em Portugal algumas soluções semelhantes, tipicamente focadas no financiamento de tesouraria para empresas ou para o investimento imobiliário. As principais diferenças são o nosso foco em fazer a sustentabilidade acontecer e que sabermos exatamente que o capital emprestado vai ser investido num projeto concreto, que conta com um plano de negócios específico.

Recentemente a GoParity angariou 80 mil euros. Com que objetivo?

Foi a penúltima campanha que lançámos. Nesse caso tratou-se de um projeto de eficiência energética, que teve como objetivo a substituição da utilização de Gás Propano por energia solar, para produção de águas quentes. É um projeto que permite uma redução de gastos, e de pegada ecológica, de um Lar em Mondim de Basto.

Qual o maior e mais ambicioso projeto que a GoParity tem em mãos?

No curto e no médio prazo temos alguns projetos de dimensão relevante em preparação. São projetos com um investimento esperado entre os 200 e os 500 mil euros, com especial foco no setor da energia e, em concreto, da energia solar.

A GoParity tem muitas atividades marcadas até ao final do ano. A participação no Web Summit é a maior? Porquê? O que quer a GoParity trazer de lá?

GoParity esteve representada no Web Summit numa iniciativa promovida pela https://madeoflisboa.com/, plataforma criada pela Câmara Municipal de Lisboa que junta todo o ecossistema do empreendedorismo de Lisboa (startups, incubadoras, etc). A participação foi muito importante para o contacto com o state of the art em matérias de tecnologia, para o contacto com empresas que partilham o mesmo driver de inovação e vontade de se reinventar constantemente, numa ótica de desenvolvimento de modelos de colaboração futura. Identificámos algumas sinergias com bom potencial e também alguns potenciais clientes e prestadores de serviço que estão a inovar em áreas que utilizamos. Há muito potencial na colaboração entre os empreendedores em Portugal, o Web Summit foi um excelente ponto de encontro.

Quantos postos de trabalho já criou? Vai criar mais? O que é necessário para integrar a equipa?

Neste momento temos criados três postos de trabalho full-time, que se vão tornar cinco até ao final do ano. Atualmente, procuramos reforçar as nossas competências em marketing, sobretudo no digital, e em IT/programação, pois pretendemos melhorar a plataforma e inovar constantemente. O fundamental, para integrar a equipa, é o alinhamento ideológico. Acreditamos que uma grande parte da satisfação no trabalho vem da realização pessoal obtida com a atividade da empresa.

O que ainda falta colocar em prática?

Estamos a criar novos modelos de negócio e formas de investimento, tanto para quem procura financiamento como para os investidores. Temos também o objetivo de trabalhar com o setor público, que tem um enorme potencial e que pode ter muito a ganhar com este modelo que apresentamos, tanto para fazer acontecer mais projetos de sustentabilidade como para envolver os cidadãos nesta transição.

Por que princípios se rege a GoParity?

GoParity rege-se por princípios de igualdade de acesso a oportunidades, democratização de boas oportunidades de investimento, pela criação de valor real para investidores, comunidade e para o planeta, tendo por objetivo uma sociedade mais sustentável.

Há uma nova campanha em curso, a de turismo sustentável na Quinta Alma. Porquê?

Queremos ter uma oferta diversificada no que respeita aos projetos que apresentamos. A Quinta Alma é um projeto que propõe uma nova forma de fazer turismo, em sintonia e comunhão com o ambiente. O financiamento vai permitir o investimento em medidas como o reforço da utilização de energia solar e a recuperação de recursos hídricos, objetivos importantes de sustentabilidade, consagrados pelos objetivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas.

 

 

 

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